Pinhal de Leiria Colégio Nossa Senhora de Fátima

O Milagre das rosas

        Era uma vez ...

      Vivia o Rei D. Dinis com a Rainha Santa Isabel, no Castelo de Leiria...

    A Rainha tinha mandado fazer a Igreja de Nossa Senhora da Penha, no Ccastelo de Leiria, onde moravam, na qual trabalhavam muitos alvanéis.
     A Rainha
Santa Isabel, que era muito caridosa e dava muitas esmolas aos pobres, o que às vezes contrariava o Rei, que era bom administrador do reino e da sua fazenda, tanto mais que as esmolas da sua mulher eram grandes e repetitivas.
     Um dia, levava a Rainha, numa abada do seu manto, grande quantidade de pães para distribuir pelos mais pobres, quando lhe apareceu, de surpresa, seu marido e Rei, que conhecendo demasiado bem o espírito de bem–fazer da Rainha e calculando o que ela levava na aba do seu manto, lhe perguntou:
     “Que levais aí, Senhora?”

     Ao que a Rainha Santa lhe responde:
     “Rosas, Senhor!”

     E a Santa Rainha abrindo o manto em que levava os pães destinados aos pobres, deixou-os cair já transformadas em lindas rosas, frescas e viçosas.

     O Rei seguiu o seu caminho, sorrindo contente e a Rainha ficou mais contente ainda.

 

               

                                                        

As camarinhas 

  

Dizem que Santa Isabel 
Rainha de Portugal
Montando branco corcel
Percorria o seu pinhal!

-“Ai do meu Esposo! Dizei!
Dizei-me, robles reais!
Meu Dinis! Senhor meu Rei!
Em que braços suspirais?!...

Os robles silenciosos

Do vasto Pinhal do Rei
Responderam receosos
– não sei!...


E o pranto da Rainha
Nas suas faces rolava,
Regando a erva daninha
No pobre chão que pisava!

– “ ó meu Pinhal sonhador
Que o meu Rei semeou!
Dizei-me do meu Amor
E se por aqui passou...”

Os robles silenciosos
Do vasto Pinhal do Rei
Responderam receosos:
– Não sei !...

Mas cristalizou-se o pranto
Em muitas bagas branquinhas
E transformou-se num manto
De brilhantes camarinhas!...

Eis que repara a Rainha
Numa casa iluminada...
– “ Quem vela nesta casinha
Numa hora adiantada ?!...”

Os robles silenciosos
Tão tristes  que nem eu sei,
Responderam receosos:

– O Rei!...


Camarinha (Corema album)

A sementeira do Pinhal de Leiria

A Rainha Santa Isabel
no arenal bravo de Moel
meteu a mão no regaço,
deitou sementes ao espaço.


Ó Pinhal do Rei, do Rei meu marido,
Andará nos mares teu corpo florido!

A Rainha Santa Isabel
no areal bravo de Moel
tirou do regaço divino
as sementes do verde pino.


Ó Pinhal do Rei, do Rei meu senhor,
é Deus quem te sagra por navegador!

Meteu a mão no regaço,
deitou sementes ao espaço,
no areal bravo de Moel 
a Rainha Santa Isabel.

Ó Pinhal do Rei, do Rei meu marido,
dará volta ao mundo teu corpo florido!

Tirou do regaço divino
as sementes do verde pino
no areal bravo de Moel
a Rainha Santa Isabel.

Ó Pinhal do Rei, do Rei meu senhor,
tu serás nos mares o Navegador.

Afonso Lopes Vieira ("onde a terra se acaba e o mar começa")

A Fonte do Rei

                Numa tarde quente de Maio, o séquito real, vindos dos lados da Azoia, resolveu, com certeza por vontade de El-Rei, derivar pelo Arnal e tomar o cominho do Monte do Paço da Rainha. Depois de atravessar a vetusta (antigo) povoação, escalarem uma longa encosta, a cerca de quinhentos metros para norte.                                              Nem os cavalos, nem as pessoas estavam em estado de aguentar mais tempo naquela ardência implacável do sol. D. Dinis a cavalo olhou para trás para o resto do séquito (acompanhamento) e de repente gritou alto: "Escava, Cavalo... Escava!" Logo ali se formou um forte curso de água, que, ainda hoje, escorrendo a encosta abaixo  cai em casacata pelo Senhor da Barquinha precisamente sobre uma pequena reêntrancia (concavidade) onde está uma pequena imagem de Nossa Senhora de Fátima. Ao lado desta donde o Sr. da Barquinha, postada no olhar através dum pequeno paraíso concebido pela mão do Homem.

 

 

 

                                                                       

 

                                                                                                     (Fotos actuais da Fonte do Rei)